A partir do dia 1 de julho, grandes players que estavam fora do sistema Open Finance no Brasil, como bancos e emissores de cartão de crédito, passarão a ser obrigados a compartilhar os dados de seus clientes com todo o ecossistema. Isso é o que alerta a multinacional de tecnologia Sensedia, responsável por habilitar o sistema aberto a diversas instituições financeiras na América Latina, em conformidade com as regulamentações.
Prevista na Resolução Conjunta nº 10/2024 de 4/7/2024 do Banco Central do Brasil, a medida se aplica a todas as instituições com mais de 5 milhões de clientes de serviços financeiros e também aquelas com mais de 500 mil contas ativas que participam do Pix.
Com a alteração, o Banco Central espera que a base de potenciais clientes beneficiados pelo Open Finance alcance 95% dos usuários do Sistema Financeiro Nacional, que atualmente é de 85%. Além disso, caso uma instituição opte por ser participante voluntária do Open Finance para fins de compartilhamento de dados, as demais instituições integrantes de seu conglomerado também deverão se tornar participantes.
A Sensedia, consultora de confiança da estrutura inicial do Open Finance junto ao Banco Central e especializada em habilitar o Open Finance para instituições financeiras em países como Brasil, Colômbia e, mais recentemente, Chile, aponta que a adequação ao regulatório é benéfica tanto para instituições quanto consumidores, pois deve impulsionar ainda mais a oferta de produtos e serviços.
“O compartilhamento de dados com o ecossistema do Open Finance abre as portas para a composição de produtos e serviços a um nível de customização e foco no cliente inéditos até então no mercado”, aponta Rafael Isquierdo, Group Product Manager da Sensedia. “Essa resolução irá possibilitar não só o aumento de competitividade entre as instituições financeiras, como a melhoria das oportunidades de negócios oferecidas aos usuários”, diz.
Benefícios previstos
Segundo a Sensedia, com a inclusão de novos players no ecossistema de compartilhamento de dados pelo Open Finance, alguns dos principais benefícios para os usuários e para o mercado serão:
• Personalização aprimorada: produtos e serviços, mais alinhados às necessidades dos clientes, com ofertas mais assertivas em comparação com o que os clientes já têm contratado (menores taxas de juros, por exemplo).
• Ofertas integradas: ecossistemas conectados que permitem que o core dos negócios seja integrado a experiências digitais de parceiros, incluindo serviços de crédito, investimentos, seguros e previdência.
• Inovação tecnológica: aplicação de Inteligência Artificial, computação em nuvem, blockchain e tokenização para modernizar os sistemas, tornando-os mais ágeis, flexíveis, escaláveis e conectados.
• Segurança reforçada: soluções avançadas para proteger dados sensíveis nas transações e compartilhamento de dados, garantindo conformidade com regulamentações como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
Ainda de acordo com a Sensedia, outro grande benefício da medida é o avanço do PFM (sigla em inglês para Gerenciador Financeiro Pessoal). Essa solução ajuda os consumidores a gerenciar suas finanças de forma mais eficaz e está diretamente alinhada às melhores práticas da agenda ESG, ao auxiliar na educação financeira e no uso responsável do dinheiro.
“Com o avanço contínuo do Open Finance no Brasil, não apenas nos tornamos uma referência para outros países, mas também impulsionamos um mercado mais competitivo e benéfico para os usuários. As instituições, por sua vez, vão além da conformidade regulatória do Banco Central, pois ampliam sua oferta de produtos e serviços de forma mais estratégica e assertiva”, destaca Gabriela Santana, Product Manager da Sensedia.